Patologistas brasileiros participam de nova edição do WHO Classification of Tumours
Série da OMS reúne critérios atualizados para a classificação de tumores em diferentes órgãos e sistemas
Patologistas brasileiros integram o seleto grupo de especialistas da 6ª edição dos WHO Books, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A participação reforça a excelência da especialidade médica nacional na definição de diretrizes que guiarão tratamentos oncológicos em todo o mundo.
“É uma honra para nós termos tantos brasileiros participando, tanto dos corpos editoriais quanto como autores. Estamos elevando a patologia brasileira aqui na OMS, em um processo de aprendizado contínuo e gratificante”, afirma a Drª Katia Ramos Moreira Leite, professora de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
Os patologistas estiveram reunidos com outros especialistas em Lyon, França, na sede da OMS, no final de abril, quando discutiram as diretrizes dos WHO Books em áreas como a Neuropatologia e a Patologia Torácica.
Nessa subespecialidade, de acordo com o Dr. Fábio Távora, patologista associado da SBP no Ceará e professor da pós-graduação da Universidade Federal do Ceará (UFC), a nova edição da série da OMS traz avanços críticos, como a harmonização dos tumores neuroendócrinos entre pulmão e trato gastrointestinal e a reclassificação de sarcomas definidos por achados moleculares.
Além disso, Távora conta que a 6ª edição dos WHO Books trarão a inclusão de um capítulo dedicado a biomarcadores em pequenas biópsias, o que, segundo o especialista, garante diagnósticos mais precisos mesmo com material limitado, permitindo decisões terapêuticas mais seguras e personalizadas para o paciente.
“É um prazer, como brasileiro, estar aqui em Lyon para discutir com membros do mundo inteiro as novas entidades de tórax. Temos entidades sendo reforçadas e rediscutidas, consolidando a Patologia em um modelo diagnóstico integrado entre morfologia e molecular”, conclui.
Os especialistas da SBP estão à disposição da imprensa para detalhar como essas novas classificações da OMS impactam diretamente a precisão do diagnóstico de câncer no Brasil e a escolha de tratamentos mais eficazes.
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