Científico

Patologista apresenta nova classificação para tumores de próstata

Categoria: Científico Publicado por: admsbp Publicado em: 19/07/2016

Um novo sistema para classificar a agressividade dos tumores de próstata e orientar os médicos na escolha do tratamento foi apresentado na 18ª Jornada de Patologia promovida pelo A.C. Camargo Cancer Center no início de março. Desenvolvido pelo grupo do patologista Jonathan Epstein, na The Johns Hopkins University (Estados Unidos), o novo método – ainda sem nome oficial – poderá substituir o chamado Escore de Gleason, usado desde os anos 1960 e considerado em todo o mundo a principal ferramenta de avaliação do prognóstico de homens com tumores na próstata.

“O sistema que propomos é mais simples, com graus que variam de 1 a 5. Sendo tumores de grau 1 os mais indolentes, que requerem apenas vigilância ativa. Os de grau 5 são os mais agressivos, que necessitam de tratamento imediato e radical, como prostatectomia (retirada do órgão) e radioterapia”, explicou Epstein à Agência FAPESP. Segundo o norte-americano, que representou no evento a Sociedade Internacional de Uropatologia, a proposta é usar a nova classificação inicialmente em conjunto com o Escore de Gleason, com o qual os médicos já estão acostumados.

Os dois sistemas são baseados na análise feita ao microscópio de uma amostra do tumor obtida por meio de biópsia. O patologista observa a arquitetura do tecido prostático e avalia o quanto ela ainda se parece com a de uma próstata sadia.

No caso do método Gleason, o relatório oferece um escore final que varia entre 2 e 10. Este resultado representa a soma de dois padrões que podem variar de 1 a 5 – quanto maior o número, menos a arquitetura do tecido se assemelha ao normal.

“O patologista, pelo método tradicional, observa qual é o padrão predominante na amostra e confere uma nota de 1 a 5. Depois avalia qual é o segundo padrão mais presente e confere uma segunda nota. O escore final de Gleason será a soma das duas notas. Mas há várias possibilidades de combinação para formar, por exemplo, um escore 7”, explicou Fernando Augusto Soares, Diretor do Departamento de Anatomia Patológica do A.C. Camargo Cancer Center.

Fonte: Fapesp

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