Científico

Linfoma: saiba quem decifra os mais 50 tipos da doença

Categoria: Científico Publicado por: admsbp Publicado em: 19/07/2016

Dra. Mônica Blaya de Azevedo, médica hematopatologista, explica importância da avaliação precisa da doença para o tratamento O linfoma é um tipo de câncer nas células do sistema imunológico, que se divide em duas grandes categorias: Hodgkin e não-Hodgkin.

No caso do não-Hodgkin, tipo que acometeu o ator Reinaldo Gianecchini, existem mais de 50 variações com características clínicas, prognósticos e tratamentos diferentes. De acordo com a hematopatologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Patologia, Dra. Monica Blaya de Azevedo, para determinar o tipo e a extensão da doença no organismo do paciente, é necessário primeiro fazer um diagnóstico e depois o estadiamento do linfoma.

“Estas etapas são essenciais, pois o hematologista ou oncologista apenas poderá indicar qual tratamento é mais adequado e com maiores chances de remissão, depois que ele souber qual é exatamente o tipo de linfoma e o quanto já atingiu do organismo do doente”, afirma a especialista. Para isso, o médico patologista recebe a biópsia, que consiste numa pequena amostra de tecido, na maioria das vezes dos linfonodos.

Ao classificar determinado linfoma, ele utiliza-se de dados clínicos e laboratoriais a ele fornecidos, como a morfologia, (tamanho e forma das células ao microscópio), alguns testes complementares (como imunofenotipagem, genética molecular, entre outros) e características com valor prognóstico: estadiamento e alguns marcadores celulares específicos. Linfomas: tipos e tratamentos Os dois grupos de linfomas possuem várias subdivisões.

Os do tipo Hodgkin compreende de 15 a 30% dos casos, dos quais o mais característico é o “tipo clássico – esclerose nodular”, que acomete jovens entre 15 e 35 anos de idade. Com o tratamento adequado atinge um índice de cura entre 80-85% Já nos linfomas não-Hodgkin, o tipo mais frequente são os de “células B” e de “células NK/T”, que são mais raros e mais agressivos e o mesmo que foi diagnosticado no ator global.

Blaya afirma que o tratamento nesses casos é mais difícil com a terapia de medicamentos “Para os linfomas de células B, costumamos fazer um tratamento imunoterápico com anticorpos, mas ainda não temos um anticorpo que possa ser usado contra células do tipo T”.

Uma das indicações para o tratamento desse linfoma é o transplante de medula óssea, que a atriz Drica Morais foi submetida este ano por conta de uma leucemia.

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