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Patologista: o profissional por trás do diagnóstico do câncer

Sociedade Brasileira de Patologia detalha o papel essencial do especialista no tratamento e detecção precoce de tumores

Nem toda a população tem conhecimento sobre o papel do médico patologista na saúde. Muitos sabem e conhecem o exercício de especialidades como geriatria, pediatria e ginecologia, mas o profissional que exerce função fundamental no diagnóstico de doenças graves como o câncer ainda é desconhecido para muitos. Para isso, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), que comemora 60 anos em agosto, explica com detalhes o trabalho importante realizado por esse especialista para a saúde da população.

O patologista tem entre suas atribuições o diagnóstico do câncer, definindo se o tumor é benigno ou maligno, e qual seu estágio. É ele também o responsável por decidir se um órgão é adequado ou não para transplante. Quando especialistas como ginecologistas, oncologistas, hematologistas e urologistas precisam de análises mais específicas de um nódulo de mama, um linfoma, uma lesão no colo do útero ou uma suspeita de câncer de próstata, por exemplo, é o patologista que estudará a biópsia ou uma peça cirúrgica para realizar o diagnóstico preciso.Este diagnóstico compreende o exame macroscópico(feito a olho nu) e o exame microscópico.

A análise do exame de papanicolaou para prevenção do câncer de colo de útero também é responsabilidade do patologista, bem como o exame das células retiradas em punção aspirativa por agulha fina de nódulos de mama, tireoide e outros órgãos.

Se os exames de imagem localizam um tumor crescendo em algum lugar do corpo, o médico observa algumas características que sugerem ou não malignidade, e o próximo passo é colher material dessa para uma biópsia. “Através de um procedimento que pode ser guiado por ultrassom, por exemplo, o médico colhe pequenos fragmentos da tumoração e envia ao patologista. Nossa função é avaliar o material e definir se é proveniente ou não de um câncer, e que tipo de câncer é esse”, comenta a médica patologista da SBP ,Luciana Salomé.

Durante cirurgias, outra importante função desse especialista é a de realizar diagnósticos rápidos e que permitam aos cirurgiões a tomada de uma decisão; este procedimento é conhecido como biópsia de congelação. Em uma segunda etapa, quando o câncer é retirado, o especialista recebe uma peça cirúrgica e faz uma análise macro e microscópica deste material,para emitir o laudo que vai nortear o tratamento e o acompanhamento de cada caso. .

“O patologista descreve os aspectos necessários para o conhecimento do médico que irá acompanhar e tratar o paciente, e informa se a lesão foi retirada por inteiro ou não. Tais informações definem, por exemplo, se aquele paciente precisa de quimioterapia ou radioterapia, se o câncer é mais ou menos agressivo, as chances de cura e de sobrevida”, afirma Luciana.

A Sociedade Brasileira de Patologia completa 60 anos em 5 de agosto de 2014. A entidade, ano após ano, se propõe à otimização de laudos e técnicas de análise, apoiando, realizando e incentivando congressos e jornadas científicas da área.

“A importância do especialista está em compor uma equipe multidisciplinar que conduzirá da melhor forma possível a investigação diagnóstica de um paciente. Mesmo em casos de outras doenças além do câncer, a biópsia é fundamental para definir o diagnóstico, e consequentemente o tratamento. Os exames de imagem sugerem a natureza de uma lesão, porém o diagnóstico de certeza é feito através de uma biópsia, daí a importância do patologista”, finaliza a especialista.



Autor
Equipe SBP
Publicado em
2016/07/19
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