1/7/2016 17:11:00 -  Enfrentando a biópsia

Paula estava bem, não tinha nenhum problema com sua saúde. No auge de seus 42 anos, mantém um estilo de vida saudável com uma boa alimentação e exercícios físicos regulares sempre que possível, além de não fumar.

 

Como de costume, realiza seus exames preventivos anualmente. Da última vez que consultou seu ginecologista, há cerca de seis meses, os testes clínicos e a mamografia estavam normais. Dias atrás, entretanto, enquanto trocava de roupa em frente ao espelho, ela fez o autoexame que aprendeu a realizar rotineiramente antes de ir dormir. Foi nessa hora que notou a presença de um nódulo único endurecido e não doloroso em seu seio direito.

 

Aflita, a primeira providência a ser tomada por ela no dia seguinte foi marcar uma consulta de urgência com seu médico. Após um dia inteiro preocupada no trabalho, tentando se concentrar em suas tarefas para diminuir a ansiedade, ela foi direto para o consultório.

 

Com base nos sintomas apresentados, seu ginecologista solicitou novos exames clínicos, incluindo exames de sangue e uma nova mamografia e também uma biópsia. O termo médico aumentou ainda mais a ansiedade dela, imaginando que, além de ter que passar por um procedimento doloroso, ele indicaria que o médico tinha certeza de que ela apresentava uma doença agressiva e incurável.

 

Depois de quase cogitar fugir do exame, seu ginecologista conseguiu acalmá-la explicando como o procedimento era simples e necessário. Mais do que isso, ele contou que mesmo que a suspeita de câncer de mama fosse confirmada o tratamento nos dias de hoje estava menos agressivo e com chances de cura altas, principalmente quando a doença é descoberta em seu início.

 

Encaminhada para um serviço especializado, Paula fez os exames solicitados. Na hora da “tal biópsia”, a equipe médica a acalmou, explicando que esse é um procedimento muito comum e extremamente importante na prática médica. Além de evitar cirurgias desnecessárias, a biópsia permite coletar uma amostra tecidual do nódulo para ser estudada, determinando se a alteração é maligna ou benigna, além de sua agressividade e estágio.

Com todos os exames realizados, foi solicitado que Paula aguardasse até que os resultados e o laudo ficassem prontos. O misto de curiosidade e ansiedade fez com que ela passasse a procurar na internet informações sobre o que aconteceria com aquele fragmento retirado de seu seio.

Foi assim que ela ficou sabendo que a amostra do nódulo que foi retirada durante a biópsia seria encaminhada para a análise de um Patologista, o médico responsável por estudar a origem das doenças e sua evolução, sendo fundamentais para o processo de diagnóstico e a escolha do tratamento dos pacientes. Ela descobriu que era com base nesse laudo preciso que seu ginecologista teria as informações para escolher o que seria feito. 

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Esse texto é o primeiro de uma série especial sobre a biópsia. Criada pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), essa história fictícia é repetida todos os dias no Brasil e no mundo, fazendo parte não só da prática médica, mas da vida de milhões de homens e mulheres que enfrentam a luta contra o câncer.

Na semana que vem você ficará sabendo sobre como é feito esse laudo, além de continuar acompanhando a trajetória de Paula. Não perca!


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