Médicos brasileiros foram às ruas no dia 25 de abril para realizar o Dia Nacional de Advertência aos Planos e Operadoras de Saúde, que têm se recusado a avançar nas negociações pela recuperação dos honorários defasados e pelo fim da interferência na relação entre os profissionais e seus pacientes. Cada estado definiu as ações de acordo com a situação da região e as diretrizes das lideranças nacionais: Associação Médica Brasileira (AMB); Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).
Em 12 estados os médicos suspenderam a realização de consultas e outros procedimentos eletivos durante 24 horas Em outros estados, foram realizados atos públicos para alertar sobre os problemas que afetam a saúde suplementar no país. Em São Paulo, por exemplo, estado em que se localiza a maior quantidade de médicos do País, houve ato público na Avenida Paulista, seguido de atividades para orientação à população sobre a prevenção de doenças e direitos frente aos planos de saúde (foto ao lado).
No Rio de Janeiro, os médicos ficaram em frente à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Juntos, mostraram cartão amarelo às operadoras de saúde e distribuíram panfletos à população para esclarecer a situação. Já no Distrito Federal, entidades médicas acenderam 600 velas em frente ao Congresso Nacional, em vigília pelos mais de 600 mil usuários de planos de saúde da região metropolitana de Brasília. Confira balanço dos estados aqui
ANS recebe proposta de critérios para contratação de profissionais
No mesmo dia 25, representantes da AMB, CFM e Fenam entregaram na sede da ANS, localizada no Rio de Janeiro, uma proposta com critérios para contratação de médicos. O texto aborda aspectos como reajustes anuais de valores pagos, parâmetros para fixação de honorários e critérios para credenciamento/descredenciamento dos médicos, entre outros. Acesse na íntegra o documento publicado no site do Conselho.
Conheça as reivindicações
Os médicos reivindicam o valor de R$ 80 como aceitável para referência de pagamento por consulta pela saúde suplementar. De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, assim como em 2011, quando se iniciaram as manifestações da categoria, em 2012 os especialistas continuam firmes no propósito de coibir as interferências dos planos e operadoras na relação médico-paciente.
Outra reivindicação do ato nacional é em prol do estabelecimento de contratos coletivos de trabalho entre operadoras e entidades médicas, com cláusulas bem definidas quanto à periodicidade e índice (percentual) de reajuste. As lideranças do movimento (AMB, CFM e Fenam) levarão à discussão junto a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como evitar as glosas, entre outras situações.
Imagem: Osmar Bustos / Fernando Nonato – Movimento de médicos de São Paulo – 25 de abril