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22/9/2011
Papanicolaou ainda é referência
 

Mesmo com o avanço da tecnologia, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia afirma que este é o método mais confiável na prevenção e detecção do câncer do colo uterino Com o decorrer dos avanços tecnológicos na medicina, foram identificadas novas formas de detecção do câncer do colo uterino , como o exame molecular automatizado do HPV. Porém, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Carlos Renato Melo, ainda nenhuma tem o aval científico que garante a qualidade de diagnóstico como o tradicional Papanicolaou. “Os métodos são bem-vindos e devem passar pela mesma depuração que enfrentou o Papanicolaou.

 Atualmente, nenhum teste isolado é capaz de efetuar o controle completo da doença a não ser o citopatológico/histopatológico. Somente seu resultado autoriza as condutas necessárias ao tratamento do câncer.” De acordo com o presidente da SBP, exames como a colposcopia e a biópsia também são utilizados para auxiliar o diagnóstico. “A partir da descoberta da relação do vírus HPV na gênese da doença, diversos testes têm sido desenvolvidos no sentido de melhorar o rastreio dessas lesões, tanto que hoje se fala em um quadrilátero em termos de diagnóstico, acrescentando-se também os testes moleculares”, afirma o especialista. Por ser o mais antigo, o Papanicolaou é conhecido entre a classe médica por suas limitações, “como ter em seu procedimento diversas etapas, o que aumenta o número de falso-negativos, que podem variar entre 3 e 13%”, explica Melo. No entanto, a etapa que mais contribui para os falso-negativos é a do procedimento de coleta e não na detecção microscópica, feita pelo patologista. Mas também tem vantagens. “O custo-benefício no rastreio em larga escala populacional é um dos atrativos utilizados, inclusive, pelo Ministério da Saúde no programa brasileiro de prevenção do câncer do colo uterino”, complementa o especialista. História do Papanicolaou Criado em 1940 pelo médico grego Dr. George Papanicolaou, o exame é até hoje o mais indicado para a detecção precoce e prevenção ao câncer de colo de útero, vaginal e do endométrio. Há mais de 70 anos, os patologistas retiram por esse método uma pequena quantidade de material do colo uterino para avaliar as lesões percursoras causadas pelo papilomavírus humano, o HPV. A doença é um dos graves problemas sociais, sobretudo nos países pobres e em desenvolvimento. No Brasil, esse tumor é o segundo que mais acomete as mulheres e o quarto na escala de mortes por câncer.

 



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